Antes da Missa, o acólito arruma na credência um cálice dourado, um pequeno prato, panos brancos e duas jarrinhas. Cada peça tem nome e função. Os vasos sagrados da Missa recebem o próprio Corpo e Sangue de Cristo.
Veja quais são, para que serve cada um, quais panos os acompanham e o que a Igreja manda sobre eles.
Resposta rápida
Quais são os vasos sagrados usados na Santa Missa?
São o cálice, que recebe o vinho consagrado; a patena, onde se põe a hóstia; o cibório, também chamado âmbula ou píxide, que guarda as hóstias da Comunhão; a teca, para levar a Eucaristia aos doentes; e a custódia ou ostensório, usada na adoração. Devem ser de material nobre e abençoados antes do uso.
O que são os vasos sagrados e por que tanta reverência
Vasos sagrados são os recipientes que tocam diretamente as espécies eucarísticas. A Instrução Geral do Missal Romano, n. 327, diz que merecem respeito particular, sobretudo o cálice e a patena, que servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho.
A razão é a fé na presença real: depois da consagração, o que está no cálice e na patena não é mais pão e vinho, mas Cristo. Quem duvida disso encontra a resposta bíblica em a Eucaristia é ou apenas representa Jesus.
Raízes no Antigo Testamento
Deus mesmo mandou fazer de ouro puro os pratos, taças e jarros do santuário (Ex 25,29), e Salomão revestiu de ouro os utensílios do Templo (1Rs 7,48-50). Quando o rei Baltazar bebeu nos vasos tirados de Jerusalém para louvar seus ídolos, a mão misteriosa escreveu na parede a sua condenação (Dn 5,2-5). Se os vasos da antiga aliança eram santos, quanto mais os que recebem o Corpo do Senhor.

Quais são os vasos sagrados da Missa
| Vaso | O que contém | Quando se usa |
|---|---|---|
| Cálice | O vinho com um pouco de água, que se torna o Sangue de Cristo | Em toda Missa |
| Patena | A hóstia do sacerdote, às vezes as dos fiéis | Em toda Missa |
| Cibório, âmbula ou píxide | As hóstias para a Comunhão dos fiéis | Na Missa e na reserva do sacrário |
| Teca | Poucas hóstias consagradas | Na Comunhão levada aos doentes |
| Custódia ou ostensório | Uma hóstia grande, visível a todos | Na exposição, na bênção e nas procissões |
Cálice e patena
O cálice é a taça com pé onde o sacerdote derrama o vinho e um pouco de água, e que, na consagração, passa a conter o Sangue de Cristo. A patena é o prato raso, quase sempre do mesmo metal, onde repousa a hóstia.

Quando os fiéis também bebem do cálice, segue-se o que explica a resposta sobre a Comunhão sob as duas espécies.
Cibório, âmbula ou píxide
É uma taça com tampa, em geral encimada por uma cruz, que guarda as hóstias para a Comunhão dos fiéis. Os três nomes designam o mesmo vaso: a instrução Redemptionis Sacramentum, n. 119, fala da “âmbula (cibório ou píxide)”.

Terminada a Comunhão, as hóstias que sobram ficam no cibório, guardado no tabernáculo. Sobre esse lugar, veja o que é o sacrário e suas regras.
Teca e custódia
A teca é uma caixinha redonda e chata com que o padre ou o ministro leva a Comunhão aos enfermos e o Viático aos moribundos.
A custódia, ou ostensório (do latim ostendere, mostrar), expõe a hóstia consagrada à vista de todos, presa num pequeno aro chamado luneta. É o vaso da adoração ao Santíssimo Sacramento e da procissão de Corpus Christi.

Galhetas e lavabo
As galhetas são as duas jarrinhas, geralmente sobre uma bandeja, com o vinho e a água levados ao altar na apresentação dos dons. Não são vasos sagrados em sentido estrito, porque não tocam a Eucaristia já consagrada, mas pertencem ao mesmo conjunto.

Depois, o sacerdote lava as mãos ao lado do altar, rito que exprime o desejo de purificação interior (IGMR, n. 76). O nome lavabo vem da primeira palavra do Salmo 26,6 (25,6 na Vulgata), Lavabo inter innocentes manus meas, que o padre recita na forma tradicional do rito. No mesmo momento, se houver, entra o incenso e o turíbulo.
As alfaias do altar: corporal, sanguíneo, pala e véu
Os vasos sagrados da Missa nunca ficam sobre a toalha comum. A Instrução Geral, n. 118, manda preparar na credência o cálice, o corporal, o sanguinho e, se preciso, a pala, e chama de louvável cobrir o cálice com um véu.

| Alfaia | Material | Função |
|---|---|---|
| Corporal | Pano branco, tradicionalmente de linho | Estendido sobre o altar, recebe o cálice, a patena e os fragmentos da hóstia |
| Sanguíneo ou purificador | Pano branco, tradicionalmente de linho | Enxuga o cálice e limpa a patena depois da Comunhão |
| Pala | Cartão rígido forrado de pano branco | Cobre o cálice e protege o vinho de poeira e insetos |
| Manustérgio | Toalha pequena de linho ou algodão | Enxuga as mãos do sacerdote no lavabo |
| Véu do cálice | Tecido da cor do dia ou branco | Cobre o cálice antes e depois do uso |
| Bolsa | Tecido da cor dos paramentos | Guarda o corporal dobrado |
O corporal tem esse nome porque sobre ele repousa o Corpo do Senhor. Foi num corporal que, segundo a tradição, caiu o sangue da hóstia no milagre de Bolsena, ligado à origem de Corpus Christi. O véu e a bolsa seguem as cores dos paramentos litúrgicos do sacerdote.
O que a Igreja manda: material, bênção e purificação
- Material nobre: os vasos devem ser de metal nobre; se de metal oxidável ou menos nobre que o ouro, normalmente dourados por dentro (IGMR, n. 328). A copa do cálice não pode absorver líquidos (n. 330).
- Nada de vidro ou barro: a instrução Redemptionis Sacramentum, n. 117 (texto oficial no site do Vaticano), reprova vasos comuns e os de vidro, argila, porcelana ou outros materiais que se quebram ou oxidam facilmente.
- Bênção: antes do uso, os vasos são abençoados pelo sacerdote, e é louvável que o faça o bispo (RS, n. 118; IGMR, n. 333). Por isso estão entre os objetos abençoados que a Igreja chama sacramentais.
- Purificação: depois da Comunhão, o sacerdote, o diácono ou o acólito instituído purifica os vasos, com água ou com vinho e água, que quem purifica consome (IGMR, nn. 163, 183 e 279).
A água da lavagem dos vasos e dos corporais vai para o sumidoiro, um ralo próprio da sacristia (IGMR, n. 334). Sobre quem exerce cada função, veja a diferença entre bispo, padre e diácono.
Quais são os vasos sagrados usados na Santa Missa?
O cálice, para o vinho que se torna o Sangue de Cristo; a patena, para a hóstia; o cibório, âmbula ou píxide, para as hóstias dos fiéis; a teca, para levar a Comunhão aos doentes; e a custódia ou ostensório, para a adoração. Devem ser de material nobre e abençoados.
Qual o nome do cálice e da patena?
O cálice é a taça com pé onde se consagra o vinho; a patena é o prato raso onde se põe a hóstia. A Instrução Geral do Missal Romano, n. 327, os coloca acima dos outros vasos, porque servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho.
O que é o cibório?
É a taça com tampa, geralmente com uma cruz no alto, que guarda as hóstias para a Comunhão dos fiéis e, depois da Missa, fica no sacrário. Também se chama âmbula ou píxide: os três nomes designam o mesmo vaso.
O que é a teca?
É uma caixinha redonda e chata, de metal dourado por dentro, em que o padre ou o ministro leva a Comunhão aos doentes e o Viático aos moribundos. Como toca a Eucaristia, merece o mesmo respeito dos outros vasos.
O que é o corporal e para que serve a pala?
O corporal é o pano branco estendido sobre o altar, onde repousam o cálice, a patena e as hóstias; ele recolhe os fragmentos. A pala é um quadrado rígido forrado de pano que cobre o cálice para proteger o vinho de poeira e insetos.
Cada vaso e cada pano do altar diz a mesma coisa sem palavras: aqui está o Senhor. O mesmo zelo vale para toda Comunhão, inclusive a primeira dos adultos que concluem o catecumenato, e para a música que acompanha o rito, como o canto gregoriano.
