COMPÊNDIO DO
CATECISMO DA
IGREJA CATÓLICA
SEGUNDA PARTE
A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO PASCAL
Os Sacramentais – Exorcismos – Funerais
CAPITULO QUARTO
As outras celebrações litúrgicas
OS SACRAMENTAIS
São sinais sagrados instituídos pela Igreja por meio dos quais se santificam algumas circunstâncias da vida. Compõem-se de uma oração acompanhada pelo sinal-da-cruz e por outros sinais. Entre os sacramentais ocupam um lugar importante as bênçãos, que são um louvor de Deus e uma oração para obter os seus dons, as consagrações das pessoas e as dedicações de coisas ao culto de Deus. 1667-1672 1677-1678.
Tem-se um exorcismo quando a Igreja pede com a sua autoridade, Em nome de Jesus, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra a influência do Maligno e subtraído a seu domínio. É praticado de forma ordinária no rito do Batismo. O exorcismo solene, chamado o grande exorcismo, pode ser efetuado somente por um presbítero autorizado pelo bispo. 1673.
O sentido religioso do povo cristão encontrou sempre diversas expressões nas várias formas de piedade que acompanham a vida sacramental da Igreja, como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via sacra, o rosário. A Igreja com a luz da fé ilumina e favorece as formas autênticas de piedade popular. 1674-11676 1679.
OS FUNERAIS CRISTÃOS
O cristão que morre em Cristo chega, no término da sua existência terrena, ao cumprimento da nova vida iniciada com o Batismo, fortalecida pela Confirmação e nutrida pela Eucaristia, antecipação do banquete celeste. O sentido da morte do cristão manifesta-se à luz da Morte e da Ressurreição de Cristo, nossa única esperança; o cristão que morre em Cristo Jesus vai “morar junto do Senhor” (2 Cor 5,8). 1680-1683.
Os funerais, embora celebrados segundo diferentes ritos correspondentes às situações e às tradições de cada região, exprimem o caráter pascal da morte cristã na esperança da ressurreição, e o sentido da comunhão com o defunto particularmente mediante a oração e a purificação da sua alma. 1684-1685.
Habitualmente os funerais compreendem quatro momentos principais: o acolhimento do corpo por parte da comunidade com palavras de conforto e de esperança, a liturgia da Palavra, o sacrifício eucarístico e “o adeus”, com o qual a alma do defunto é confiada a Deus, fonte de vida eterna, enquanto o seu corpo é sepultado à espera da ressurreição. 1686-1690.