“Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo…Vigiai e orai para que não entreis em tentação”(Mt 26,40-41).
” Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez”.(Mt 25, 26-28).
“Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência cristã distinguiu seguindo S. João Cassiano e S. Gregório Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a ira a impureza, a gula, a preguiça ou acídia”. (§ 1866).
“Outra tentação, cuja porta é aberta pela presunção, é acídia(chamada também ’preguiça’). Os padres espirituais entendem esta palavra como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração.
‘O espírito está pronto, mas a carne é fraca’(Mt 26,41
).
Quanto mais alto se sobe, tanto maior a queda. O desânimo doloroso é o inverso
da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria. Passa então
a ter mais confiança, a perseverar na constância” (§ 2733).