“Deitou-se por terra, e adormeceu debaixo do junípero. Mas eis que um anjo tocou-o, e disse: Levanta-te e come. Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, andou quarenta dias e quarenta noites, até Horeb, a montanha de Deus”(1Rs 19,5.8).
“Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu”(Jo 6,32).
“Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna.” (Jo 6,53-54).
;Tomou o pão, e dando graças o deu a seus discípulos dizendo: Este é Meu Corpo…;.(Lc 22,19). “Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6,56).
“O cálice de bênção,
que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não
é a comunhão do corpo de Cristo?(1Cor 10,16).
“Trabalhai, não pela
comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem
vos dará”(Jo 6,27).
“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor”(1Cor 11,27).
“Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue.” (§ 1323).
“A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã’(LG 11) … Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (§ 1324).
“Os três evangelhos sinóticos e S. Paulo nos transmitiram o relato da instituição da Eucaristia; por sua vez, São João nos relata as palavras de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, palavras que preparam a instituição da Eucaristia: Cristo designa-se como o pão da vida, descido do Céu(cf. Jo 6)”.(§ 1338).
“Que se considere legítima só esta Eucaristia que se faz sob a presidência do Bispo ou daquele a quem este encarregou(Sto. Inácio de Antioquia, Smyrn., 8,1)” (§ 1369). “Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor”(§ 1411).
“Não me perguntes se é ou não verdade; aceita com fé as palavras do Senhor, porque ele, que é a verdade, não mente(S. Cirilo de Alexandria)” (§ 1381).
“Assim escreve pelo ano 155…Antonino Pio(138-161) …: ’Em seguida, leva-se àquele que preside aos irmãos pão e um cálice de água e vinho misturados. Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças (em grego: Eucharístia, que significa ‘ação de graças’) longamente pelo fato de termos sido julgados dignos destes dons. Terminadas as orações e as ações de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação dizendo: Amém”(§ 1345).
“O modo de presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com que ela seja ‘como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual tendem todos os sacramentos’(St. Tomás de Aquino, S. Th., III,73,3)”(§ 1374).
“Ela (a Eucaristia) é o antídoto que nos liberta de nossas faltas cotidianas e nos preserva dos pecados mortais(DS 1638)” (§ 1436).
;Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência; (§ 1415).
“…se os divorciados tornam a casar-se no civil … não podem ter acesso à comunhão eucarística…”(§ 1650).
“…Há uma fome na terra, ‘não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra de Deus’(Am 8,11). Por isso, o sentido especificamente cristão desse quarto pedido (‘o pão nosso de cada dia’) refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia” (§ 2835).
Se alguém disser que os Sacramentos da nova Lei não foram instituídos todos por Jesus Cristo, e que são sete: Batismo, Eucaristia… e que algum destes não é verdadeiro e propriamente Sacramento, seja excomungado.;( Conc. Trento – 1545-1563).
Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama ‘Transubstanciação’, seja excomungado.; (Conc. Trento (1545-1563 – Dz. 884-877).
Não deixes que ninguém coma ou beba da Eucaristia, mas apenas o batizado no nome do Senhor; para isto, também se aplica o dito pelo Senhor: ‘ não dê aos cães o que é sagrado’;. ((Didaqué. 9,5).
No dia próprio do Senhor, reúna-se em comum para partir o pão e oferecer ações de graças; mas primeiro confessa seus pecados, de modo que seu sacrifício possa ser puro. Entretanto, ninguém que discutiu com seu irmão pode participar do encontro, até que estejam reconciliados; seu sacrifício não deve ser aceito. Para isto nós temos o dito do Senhor: ‘Em todo lugar e tempo oferece me um sacrifício puro; Eu sou um Rei poderoso, diz o Senhor; e meu Nome espalha terror dentre as nações.’; (Didaqué 14).
“Era uma formosa tarde de junho de 1847…um disparo de artilharia retumbou ao norte do vale. Uma tríplice descarga respondeu ao sul. A esse sinal bimbalharam os sinos …cavalos ofegantes aceleravam a marcha para a festa…agitavam bandeiras no alto do castelo, depois outras no campanário. Compreendi afinal ser a festa de Corpus Christi … Que pompa se ofereceu aos meus olhos surpreendidos!…o pálio de terciopelo e ouro, com hastes douradas e sanefas de brocado e o ostensório de prata dourada reluziam aos raios do sol … o ancião, venerável cura do lugar, levava nas mãos o Deus de todos. … o incenso fumegava nos turíbulos… O pálio parou: Duas mil pessoas, prostradas em terra, inclinaram a fronte até o chão, e o sacerdote, com mão trêmula, levantou o ostensório lentamente…”
“Um dia de Corpus Christi, conta Ir. Atanásio, perguntaram-lhe ao vê-lo entrar na sacristia todo molhado de suor: ‘Sr. Cura, V. Revma. Deve estar muito cansado! – Oh! Como quereis que eu esteja cansado? Aquele a quem eu levava, levava também a mim”
(Do livro: O santo Cura d’Ars. Editora Líttera Maciel Ltda – Contagem-MG, págs 173-175).
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