“É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”.(1Pe 3,19) “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos”.(Fl 2,10).
“Porquanto os filhos participam da mesma natureza, da mesma carne e do sangue, também ele participou, a fim de destruir pela morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o demônio, e libertar aqueles que, pelo medo da morte, estavam toda a vida sujeitos a uma verdadeira escravidão”(Hb 2,14-15).
“Pois estive morto, e eis-me de novo vivo pelos séculos dos séculos; tenho as chaves da morte e da região dos mortos” (Ap 1,18).
“A
Escritura denomina a Morada dos mortos, para a qual Cristo morto desceu, de os
Infernos, o Sheol ou o Hades, visto que os que lá se encontram estão privados
da visão de Deus(cf. Sl 6,6
;
88,11-13
). Este é, com efeito, o estado de todos
os mortos, maus ou justos(cf, Sl 89,49
; 1Sm
28,19
; Ez
32,17-32
), à espera do
Redentor – o que não significa que a sorte deles seja idêntica, como mostra
Jesus na parábola do pobre Lázaro recebido no ‘seio de Abraão’(cf. Lc
16,22-26
).
‘São precisamente essas almas santas, que esperavam seu Libertador no seio de Abraão, que Jesus libertou ao descer aos Infernos(Catech. R. 1,6,3). Jesus não desceu aos infernos para libertar os condenados nem para destruir o Inferno da condenação, mas para libertar os justos que o haviam precedido (cf. IV conc. Toledo, em 633) (§ 633).