“Quando tivermos
terminado ‘o único curso de nossa vida terrestre’, não voltaremos mais a
outras vidas terrestres. ‘Os homens devem morrer uma só vez’(Hb 9,27
). Não existe ‘reencarnação’ depois da morte” (§ 1013).
Carta publicada pelo jornal O GLOBO, edição de 18/8/96, p. 6:
“Em vista de declarações publicadas a respeito da Igreja e a reencarnação, convém esclarecer o seguinte:
A
Igreja nunca professou a reencarnação. Existem testemunhos de Clemente de
Alexandria (+215), Ireneu de Lião (+202), Enéias de Gaza (+520) e outros
autores que rejeitam peremptoriamente a reencarnação, baseando-se aliás nas
Escrituras Sagradas; estas professam uma só passagem do homem sobre a terra (Hb
9,27
).
Acontece, porém, que, a partir do século V, uma corrente de monges do Egito, da Palestina e da Síria, pouco letrados, passaram a acreditar na reencarnação; eram chamados “origenistas”, pois seguiam seu mestre Orígenes (+254), que propusera como simples hipótese uma teoria próxima à reencarnacionista.
Logo os abades São Sabas e Gelásio censuraram tal corrente, cujas idéias foram finalmente condenadas pelo Sínodo Permanente de Constantinopla, em 543. O Papa Virgílio aprovou a rejeição da tese, visto que esta é incompatível com a noção de um Deus que salva o homem pela morte e ressurreição de Jesus Cristo.
A reencarnação foi ainda repetidamente rejeitada pelos Concílios Gerais de Lião (1274) e Florença (1439), como também pelo do Vaticano II (1965, , 48).” (Dom Estêvão Bettencourt).
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