Morte

Bíblia:

“Lembra-te do teu Criador nos dias de tua mocidade…antes que o pó volte à terra donde veio, e o sopro (espírito) volte a Deus, que o concedeu” (Ecl 12,1.7).

Adão havia sido ameaçado: ‘O dia que comeres daquele fruto, morrerás…’. (Gn 2,17).

Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte…( Rm 5,12).

Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás(Eclo 7,40).

Catecismo:

“…o magistério da Igreja ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem (cf. DS 1511)” (§ 1008).

“Quando tivermos terminado ‘o único curso de nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. ‘Os homens devem morrer uma só vez’(Hb 9,27 ). Não existe reencarnação depois da morte” (§ 1013).

“Pela morte, a alma é separada do corpo, mas pela ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma. Assim como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia” (§ 1016).

Dogma:

Se alguém não confessa que o primeiro homem, Adão, ao transgredir o mandamento de Deus no paraíso, perdeu imediatamente a Santidade e Justiça em que havia sido constituído e incorreu por ofensa… na morte com que Deus antes havia ameaçado… que toda pessoa de Adão foi mudada para pior, seja excomungado.(Concílio de Trento – 1545-1563).

Outros:

“Em todas as tuas ações, em todos os teus pensamentos deverias comportar-te como se tivesses de morrer hoje. Se tua consciência estivesse tranqüila, não terias muito medo da morte. Seria melhor evitar o pecado que fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã?” (Imitação de Cristo, XXIII,1).

Sobre a palavra eternidade caiu primeiramente a suspeita marxista de que ela aliena do compromisso histórico de transformar o mundo e melhorar a vida presente; que seja uma evasão da realidade. E pouco a pouco, com a suspeita, caiu sobre ela o esquecimento e o silêncio. O materialismo e o consumismo desenfreado fizeram o resto, fazendo parecer até estranho e quase inconveniente falar-se ainda de eternidade entre pessoas modernas, em dia com os tempos. Quem é que fala ainda dos novíssimos, isto é, das últimas coisas – morte, juízo, inferno, paraíso -, que são o início e as formas da eternidade?

Mas o fato de não se falar não quer dizer que tais realidades tenham parado de existir. É sabido como ocorreu a tragédia do transatlântico Titanic. Tinham sido transmitidas, via rádio, mensagens que mostraram a presença de um iceberg na rota. Mas acontecia sobre a ponte uma festa dançante e ninguém as tinha ouvido nem levado a sério, até quando, à noite, um choque terrível rasgou o navio e lançou todos ao mar. É uma imagem do que pode ocorrer, no plano espiritual, a quem vive sem pensar no que o espera na sua rota. Também na nossa rota existe um iceberg, e é a morte…(Pe Raniero Cantalamessa, A poderosa Unção do Espírito, pág. 156 – Editora Raboni).


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