Ir para o conteúdo

Creio no perdão dos pecados e na ressurreição da carne(§0976-1019)

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

PRIMEIRA PARTE – SEGUNDA SEÇÃO

A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ – OS SÍMBOLOS DA FÉ

CAPITULO III – ARTIGO 10

“CREIO NO PERDÃO DOS PECADOS”

976 O Símbolo dos Apóstolos correlaciona a fé no perdão dos pecados com a fé no Espírito Santo, mas também com a fé na Igreja e na comunhão dos santos. Foi dando o Espírito Santo a seus apóstolos que Cristo ressuscitado lhes conferiu seu próprio poder divino de perdoar os pecados: “Recebei o Espírito Santo Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20,22-23).

(A Segunda Parte do Catecismo tratará explicitamente do perdão dos pecados pelo Batismo, pelo sacramento da Penitência e pelos outros sacramentos, sobretudo a Eucaristia. Por isso basta aqui evocar sucintamente alguns dados básicos).

1263 I. Um só Batismo para o perdão dos pecados

977 Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: “Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo” (Mc 16,15.16). O Batismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo morto por nossos pecados, ressuscitado para nossa justificação , para que “também vivamos vida nova” (Rm 6,4).

978 “No momento em que fazemos nossa primeira profissão de fé, recebendo o santo Batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão pleno e tão completo que não nos resta absolutamente nada a apagar, seja do pecado original, seja dos pecados cometidos por nossa própria vontade, nem nenhuma pena a sofrer para expiá-los. (…) Contudo, a graça do Batismo não livra ninguém de todas as fraquezas da natureza.

1264 Pelo contrário, ainda temos de combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de arrastar-nos para o mal .”

979 Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria suficientemente forte e vigilante para evitar toda ferida do pecado? “Se, portanto, era necessário que a Igreja tivesse o poder de perdoar os pecados, também era preciso que o Batismo não fosse para ela o único meio de servir-se dessas chaves do Reino dos Céus, que havia

1446 recebido de Jesus Cristo; era preciso que ela fosse capaz de perdoar as faltas a todos os penitentes, ainda que tivessem pecado até o último instante de sua vida .”

980 É pelo sacramento da Penitência que o batizado pode ser reconciliado com Deus e

1422-1484 com a Igreja:

Os Padres da Igreja com razão chamavam a Penitência de “um Batismo laborioso “. O sacramento da Penitência é necessário para a salvação daqueles que caíram depois do Batismo, assim como o Batismo é necessário para os que ainda não foram regenerados .

II. O poder das chaves

981 Depois de sua Ressurreição, Cristo enviou seus Apóstolos para “anunciar a todas as nações o arrependimento em seu Nome, em vista da remissão dos pecados” (Lc 24,47). Este “ministério da reconciliação” (2Cor 5,18) os Apóstolos e seus sucessores não o exercem somente anunciando aos homens o perdão de Deus merecido para nós por Cristo e chamando-os à conversão e à fé, mas também comunicando-lhes a

1444 remissão dos pecados pelo Batismo e reconciliando-os com Deus e com a Igreja graças ao poder das chaves recebido de Cristo:

A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos

pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo É nesta Igreja que a alma re-

vive, ela que estava morta pelos pecados, a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou .

982 Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa

1463 perdoar. “Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar

605 com segurança a seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero .” Cristo que morreu por todos os homens, quer que, em sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado .

983 A catequese empenhar-se-á em despertar e alimentar nos fiéis a fé na grandeza

1442 incomparável do dom que Cristo ressuscitado concedeu à sua Igreja: a missão e o poder de perdoar verdadeiramente os pecados, pelo ministério dos apóstolos de seus sucessores:

1465 O Senhor quer que seus discípulos tenham um poder imenso: quer que seus pobres

servidores realizem em seu nome tudo que havia feito quando estava na terra .

Os presbíteros receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos nem aos arcanjos.

Deus sanciona lá no alto tudo o que os sacerdotes fazem aqui embaixo .

Se na Igreja não existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança,

nenhuma perspectiva de uma vida eterna e de uma libertação eterna. Demos graças a Deus,

que deu à Igreja tal dom .

RESUMINDO

984 O Credo relaciona “o perdão dos pecados” com a profissão de fé no Espírito Santo Com efeito, Cristo ressuscitado confiou aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados quando lhes deu o Espírito Santo

985 O Batismo é o primeiro e o principal sacramento para o perdão dos pecados: une-nos a Cristo morto e ressuscitado nos dá o Espírito Santo

986 Pela vontade de Cristo, a Igreja possui o poder de perdoar os pecados dos batizados e o exerce por meio dos Bispos e dos presbíteros de maneira habitual no sacramento da Penitência.

987 “Na remissão dos pecados, os presbíteros e os sacramentos são meros instrumentos dos quais nosso Senhor Jesus Cristo, único autor e dispensador de nossa salvação, se apraz em se servir para apagar nossas iniqüidades e dar-nos a graça da justificação .

“ARTIGO 11

“CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE”

988 O Credo cristão – profissão de nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e em sua ação criadora, salvadora e santificadora – culmina na proclamação da ressurreição dos mortos, no fim dos tempos e na vida eterna.

989 Cremos firmemente – e assim esperamos – que, da mesma forma que Cristo

655 ressuscitou verdadeiramente dos mortos, e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos viverão para sempre com Cristo ressuscitado e que Ele os

648 ressuscitará no último dia . Como a ressurreição de Cristo, também a nossa será obra da Santíssima Trindade:

Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dar vida também aos vossos corpos mortais, mediante o seu Espírito que habita em vós (Rm 8,11 ).

990 O termo “carne” designa o homem em sua condição de fraqueza e de . A “ressurreição da

364 carne” significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos “corpos mortais” (Rm 8,11) readquirirão vida.

991 Crer na ressurreição dos mortos foi, desde os inícios, um elemento essencial da fé

638 cristã. “Fiducia christianorum resurrectio mortuorum; ilíam credentes, sumus – A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos “:

Como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação é vazia é também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram (1Cor 15,12-14-.20).

I. A Ressurreição de Cristo e a nossa

REVELAÇÃO PROGRESSIVA DA RESSURREIÇÃO

992 A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus a seu povo. A

297 esperança na ressurreição c corporal dos mortos foi-se impondo corno uma conseqüência intrínseca da fé em um Deus criador do homem inteiro, alma e corpo. O criador do céu e da terra é também aquele que mantém fielmente sua aliança com Abraão e sua descendência. E nesta dupla perspectiva que começará a exprimir-se a fé na reação. Nas provações, os mártires Macabeus confessam:

O Rei do mundo nos fará ressurgir para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis (2Mc 7,9). É desejável passar para a outra vida pelas mãos dos homens, tendo da parte de Deus as esperanças de ser um dia ressuscitado por Ele (2Mc 7,14 ).

993 Os fariseus e muitos outros contemporâneos do Senhor esperavam a

575 ressurreição. Jesus a ensina com firmeza. Aos saduceus que a negam, ele responde: “Não é por isto que errais, desconhecendo tanto as Escrituras como o poder de Deus?” (Mc 12,24). A fé na ressurreição baseia-se na fé em Deus, que “que não é

205 um Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mc 12, 27).

994 Mais ainda: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25). É Jesus mesmo quem, no último dia, há de ressuscitar os que nele tiveram crido e que tiverem comido seu corpo e bebido seu

646 sangue . Desde já, Ele fornece um sinal e um penhor disto, restituindo a vida a

certos mortos , anunciando com isso sua própria ressurreição, que no entanto será de outra ordem. Deste acontecimento único Ele fala como do “sinal de Jonas “, do sinal do templo : anuncia sua ressurreição, que ocorrerá no terceiro dia depois de

652 ser entregue à morte .

995 Ser testemunha de Cristo é ser “testemunha de sua ressurreição” (At 1,22 ), “ter

860 comido e bebido com Ele após sua ressurreição dentre os mortos” (At 10,41). A

655 esperança cristã na ressurreição está toda marcada pelos encontros com Cristo

ressuscitado. Ressuscitaremos como Ele, com Ele, por Ele.

996 Desde o início, a fé cristã na ressurreição deparou com incompreensões e oposições

643 . “Em nenhum ponto a fé cristã depara com mais contradição do que em torno da ressurreição da carne .” Aceita-se muito comumente que depois da morte a vida da pessoa humana prossiga de um modo espiritual. Mas como crer que este corpo tão manifestamente mortal possa ressuscitar para a vida eterna?

DE QUE MANEIRA OS MORTOS RESSUSCITAM?

997 Que é “ressuscitar”? Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do

366 homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.

998 Quem ressuscitará ? Todos os homens que morreram: “Os que tiverem feito o bem

1038 (sairão) para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,29 ).

999 De que maneira? Cristo ressuscitou com seu próprio corpo: “Vede as minhas mãos e

640 os meus pés: sou eu!” (Lc 24,39). Mas ele não voltou a uma vida terrestre. Da

645 mesma forma, nele” ressuscitarão com seu próprio corpo, que têm agora “; porém, este corpo será “transfigurado em corpo de glória “, em “corpo espiritual” (1Cor 15, 44):

Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? Com que corpo voltam? Insensato! O que semeias não readquire vida a não ser que morra. E o que semeias não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas um simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie (…) Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível (…) os mortos ressurgirão incorruptíveis. (…) Com efeito, é necessário que este ser corruptível revista a incorruptibilidade e que este ser mortal revista a imortalidade (1Cor 15,35-37.42.52-53).

1000 Este “corno” ultrapassa nossa imaginação e nosso entendimento, sendo acessível só

647 na fé. Nossa participação na Eucaristia, no entanto, já nos dá um antegozo da transfiguração de nosso corpo por Cristo:

Assim como o pão que vem da terra, depois de ter recebido a invocação de Deus, não é

1405 mais pão comum, mas Eucaristia, Constituída por duas realidades, uma terrestre e a outra

celeste, da mesma forma os nossos corpos que participam da Eucaristia não são mais

corruptíveis, pois têm a esperança da .

1001 Quando? Definitivamente “no último dia” (Jo 6,39-40.44-54); “no fim do mundo

1038,673 “. Com efeito, a ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo:

Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Ts 4,16).

RESSUSCITADOS EM CRISTO

1002 Se é verdade que Cristo nos ressuscitará “no último dia”, também que, de certo

modo, já ressuscitamos com Cristo. Pois, graças ao Espírito Santo, a vida cristã é, já

655 agora na terra, uma participação na morte e na ressurreição de Cristo:

Fostes sepultados com Ele no Batismo, também com Ele ressuscitastes, pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. (…) Se, pois, ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus (Cl 2,12;3,1).

1003 Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de

1227 Cristo ressuscitado , mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl

2796 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2,6). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele cheios de glória” (Cl 3,3).

1004 Enquanto aguardam esse dia, o corpo e a alma do crente participam desde já da

364,1397 dignidade de ser “de Cristo”; daí a exigência do respeito para com seu próprio corpo, mas também para com o de outrem, particularmente quando este sofre:

O corpo é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós por seu poder. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? (…) Não pertenceis a vós mesmos. (…) Glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo (1Cor 6,5.19-20).

II. Morrer em Cristo Jesus

1005 Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso “deixar a mansão

624 deste corpo para ir morar junto do Senhor” (2 Cor 5,8). Nesta “partida ” que é a

650 morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da ressurreição dos mortos .

A MORTE

1006 “É diante da morte que o enigma da condição humana atinge seu ponto mais alto .”

164,1500 Em certo sentido, a morte corporal é natural; mas para a fé ela é na realidade

“salário do pecado” (Rm 6,23 ). E, para os que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar também de sua Ressurreição .

1007 A morte é o termo da vida terrestre. Nossas vidas são medidas pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como o fim normal da vida. Este aspecto da morte marca nossas vidas com um caráter de urgência: a lembrança de nossa mortalidade serve também para recordar-nos de que temos um tempo limitado para realizar nossa vida:

Lembra-te de teu Criador nos dias de tua mocidade (…) antes que o pó volte à terra donde veio, e o sopro volte a Deus, que o concedeu (Ecl 12,1.7).

1008 A morte é conseqüência do pecado. Intérprete autêntico das afirmações da Sagrada

401 Escritura e da tradição, o magistério da Igreja ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem . Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer. A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de

376 Deus criador e entrou no mundo como conseqüência do pecado . “A morte

corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado”, é assim “o último inimigo” do homem a ser vencido (1 Cor 15,26).

1009 A morte é transformada por Cristo. Jesus, o Filho de Deus sofreu também Ele a

612 morte, própria da condição humana. Todavia, apesar de seu pavor diante dela ,

assumiu-a em um ato de submissão total e livre à vontade de seu Pai. A obediência de Jesus transformou a maldição da morte em bênção .

1681-1690 O SENTIDO DA MORTE CRISTÃ

1010 Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11). A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo”, para Viver de uma

1220 vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer

com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor:

É bom para mim morrer em (“eis”) Cristo Jesus, melhor do que reinar até as extremidades da terra. É a Ele que procuro, Ele que morreu por nós: é Ele que quero, Ele que ressuscitou por nós. Meu nascimento aproxima-se. (…) Deixai-me receber a pura luz; quando tiver chegado lá, serei homem .

1011 Na morte, Deus chama o homem a si. É por isso que o cristão pode sentir, em relação à morte, um desejo semelhante ao de São Paulo: “O meu desejo é partir e ir estar

1025 com Cristo” (Fl 1,23); e pode transformar sua própria morte em um ato de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo :

Meu desejo terrestre foi crucificado; (…) há em mim uma água viva que murmura e que diz dentro de mim: “Vem para o Pai “.

Quero ver a Deus, e para vê-lo é preciso morrer .

Eu não morro, entro na vida .

1012 A visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja:

Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível .

1013 A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre “, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. “Os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27). Não existe “reencarnação” depois da morte.

1014 A Igreja nos encoraja à preparação da hora de nossa morte (“Livra-nos, Senhor, de uma morte súbita e imprevista”: antiga ladainha de todos os santos, a pedir à Mãe de

2676-2677 Deus que interceda por nós “na hora de nossa morte” (oração da “Ave-Maria”) e a entregar-nos a São José, padroeiro da boa morte:

Em todas as tuas ações, em todos os teus pensamentos deverias comportar-te como se tivesses de morrer hoje. Se tua consciência estivesse tranqüila, não terias muito medo da morte. Seria melhor evitar o pecado que fugir da morte. Se não estás preparado hoje, como o estarás amanhã ?

Louvado sejais, meu Senhor, por nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal, felizes aqueles que ela encontrar conforme a vossa santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal .

RESUMINDO

1015 “Caro salutis est cardo” (A carne é o eixo da salvação ). Cremos em Deus, que é o criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne.

1016 Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma. Assim como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia.

1017 “Cremos na verdadeira ressurreição desta carne que possuímos agora “. Contudo, semeia-se no túmulo um corpo corruptível, ele ressuscita um corpo incorruptível , um corpo espiritual” (1 Cor 15,44).

1018 Em conseqüência do pecado original, o homem deve sofrer “a morte corporal, à qual teria sido subtraído se não tivesse pecado “.

1019 Jesus, o Filho de Deus, sofreu livremente a morte por nós em uma submissão total e livre à vontade de Deus, seu Pai. Por sua morte ele venceu a morte, abrindo, assim, a todos os homens a possibilidade da salvação.



1ª Eucaristia



Liturgia/Abusos
Sã Doutrina
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, ao sabor das paixões, amontoa- rão para si mestres, conforme suas próprias concupiscências e des- viarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.(2Tm 4,3-4).
JESUS TE AMA . . . . . . . . . E DEU A VIDA POR TI . . .
www.dicionariodafe.com – ® Todos os direitos reservados ao Senhor Jesus©